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terça-feira, 31 de março de 2015

Fum, fum, fedeu!

Há quase uma semana que o reino do peixe branco acordou exalando podridão. Ninguém “sabe” o porquê do cheirinho, mas, as secretárias domesticadas, tiveram que esfregar os banheiros das senhoras domadoras mais vezes que o normal, até perceberem que “a coisa” mal cheirosa não estava dentro das privadas, mas, no ar que respiravam. Sim no ar puro montanhês há algo de podre.
Talvez seja o cheiro dos peixes brancos haja muito mortos pelo esgoto que corre dentro do pequeno rio moribundo. Esgoto cuja taxa vem sendo cobrada pelas autoridades incompetentes, pelas obras ainda não existentes.
Talvez o cheiro venha das ervas fumadas, ou das doenças mal curadas.
O Preferido finge que manda e o povo finge que acredita, mas algum feitiço foi preparado ou uma praga mandada. Tenho pra mim que foi o 'feitiço do corpo preso", que provavelmente foi servido em alguma bebida durante as campanhas eleitorais passadas, e agora, todos estão impossibilitados de tomarem uma atitude mediante o mau odor e as taxas cobradas até por serviços não prestados à ”Igreja e sociedade”.
Os mais enfeitiçados sobem ao monte para melhor enxergar a mão do Onipotente que virá salvá-los.  Ainda não perceberam que Deus só fará a Liberdade ainda que tardia acontecer, se os próprios tomarem a iniciativa de pedirem o ajuste das contas publicadas.
Pobres coitados terão que aproveitar que esta semana é santa e se redimirem diante do Consolador, para que “as coisas” comecem a melhorar. Até lá... Estarão todos espetados pela varinha do Lorde das Trevas e seus Alienados. Acho que vou me mudar para Brasília. Fummm!

Não autorizo a cópia de meus textos para nenhuma finalidade, se estou sendo má, chame a polícia!

sexta-feira, 27 de março de 2015

Canto de onipotência

Cloto, Átropos, Tifon, Laquesis, Siva...
E acima deles, como um astro, a arder,
Na hiperculminação definitiva
O meu supremo e extraordinário Ser!

Em minha sobre-humana retentiva
Brilhavam, como a luz do amanhecer,
A perfeição virtual tornada viva
E o embrião do que podia acontecer!

Por antecipação divinatória,
Eu, projetado muito além da História,
Sentia dos fenômenos o fim.. .

A coisa em si movia-se aos meus brados
E os acontecimentos subjugados
Olhavam como escravos para mim! (Augusto dos Anjos

segunda-feira, 23 de março de 2015

Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

(Adélia Prado)

A máscara

Eu sei que há muito pranto na existência,
Dores que ferem corações de pedra,
E onde a vida borbulha e o sangue medra,
Aí existe a mágoa em sua essência.

No delírio, porém, da febre ardente
Da ventura fugaz e transitória
O peito rompe a capa tormentória
Para sorrindo palpitar contente.

Assim a turba inconsciente passa,
Muitos que esgotam do prazer a taça
Sentem no peito a dor indefinida.

E entre a mágoa que masc’ra eterna apouca
A humanidade ri-se e ri-se louca
No carnaval intérmino da vida. (Augusto dos Anjos)

domingo, 19 de janeiro de 2014

Temos muito que dizer

Palavras … gosto de todas,
palavras pequenininhas e grandiosas,
Palavras cultas ou palavrões…

Balbuciadas pelos bebês..
Gritadas na pirraça dos mais crescidos.
Acompanhadas de risos nos encontros juvenis,
Cada palavra tem seu encanto ...

Sussurradas no ouvido dos amantes,
misturadas aos gemidos de prazer.
Murmuradas bem baixinho nos segredos partilhados …
Resmungadas pelos velhinhos solitários …

Uma  palavra pode até ser aviltante!
sempre temos muito a dizer..
Até na hora derradeira
O último suspiro não vem sozinho …
Está sempre acompanhado da palavra  adeus.

Maria Denise Rodrigues * (08/2013)

Publicada também no http://www.recantodasletras.com.br/

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Marcas do tempo

Com os primeiros cabelos brancos,
vieram também as primeiras rugas.
Tudo começou depois dos trinta ...
sempre irá começar depois dos trinta.

A reação aos sinais, a princípio
foram quase que um desejo suicida ...
em seguida olhar atento ao espelho
e a compreensão de que os anos passam.

Ter cabelos brancos e rugas é normal e até bonito.
Portanto… não vou criar rusgas com Deus,
Vou viver como uma mulher de trinta… quarenta…
Quarenta e dois é a idade de hoje.

Cheguei á conclusão de que serei linda em qualquer idade
pois fui criada á imagem e semelhança de Deus ...
e nasci do amor de um homem e uma mulher
e quem nasce do amor é lindo!

Quem nasce do amor de um homem e uma mulher
é belo e tem a perfeição que vem do amor de Deus
seja qual for o tempo, o espaço ou a idade…
Para ter beleza, não importa a idade, ser de Deus é fundamental!
Maria Denise Rodrigues* (20/10/2013)
Publicada também no http://www.recantodasletras.com.br/